SiBi, NAPNE e estudantes dialogam sobre acessibilidade na UFPR

2018_06_22_Roda_de_Conversa_Acessibilidade (7p)Em 21 de junho de 2018, o Grupo de Trabalho de Acessibilidade e Sinalização, uma das comissões de trabalho e gestão existentes no Sistema de Bibliotecas da UFPR, realizou o evento Roda de Conversa sobre Acessibilidade em Bibliotecas.

A proposta foi de reunir servidoras e servidores do SiBi, junto de pessoas convidadas, com integrantes do NAPNE UFPR – Núcleo de Apoio às Pessoas com Necessidades Especiais e estudantes da UFPR com deficiência. Trouxeram a nós considerações gerais sobre as dificuldades das pessoas com deficiência na sociedade; relatos sobre a construção da legislação e políticas públicas de inclusão nos últimos anos, em especial, nas universidades federais; e mais especificamente, as dificuldades encontradas pelos estudantes com deficiência na vida acadêmica, e particularmente nas bibliotecas.

O objetivo, com o compartilhamento de experiências e diálogo com o SiBi, foi de reforçar a busca das bibliotecas em aprofundar a inserção nas políticas inclusivas.

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As pessoas que compartilharam suas experiências e conhecimento foram: Prof. Laura Ceretta Moreira, do Setor de Educação e coordenadora do NAPNE; Wagner Bittencourt, cego, mestre em Filosofia e servidor técnico no NAPNE; Bruno Santos Ramos Cerdan, cadeirante, estudante da graduação de Psicologia; e Elisane Conceição Alecrim, surda, estudante da graduação de Letras Libras.

Agradecemos a contribuição de todas e todos!

2018_06_22_Roda_de_Conversa_Acessibilidade (6p)Um especial agradecimento a pessoas que deram suporte técnico a Roda de Conversa. Às estudantes Ana Claudia da Silva Prado e Lais Ponciano de Andrade, integrantes da Agência Ziip – Identidade Institucional, projeto vinculado ao curso de Tecnologia em Comunicação Institucional. As fotos são de autoria delas, que também registraram o evento em vídeo, garantindo assim o registro para a memória do NAPNE e SiBi-UFPR. E à Priscila e ao Vagner, intérpretes de Libras, que fizeram esse trabalho lindo de tornar possível às pessoas que não dominam Libras em se comunicar com as pessoas surdas.

Por uma UFPR construída e planejada de maneira igualitária e inclusiva a todas e todos!

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Mostra Cinema em Movimento faz sua passagem pela Reitoria da UFPR

A mostra itinerante Cinema em Movimento, do projeto Circuito Universitário de Cinema, faz a sua passagem pelo campi curitibano da Universidade Federal do Paraná – UFPR. São 3 filmes, reunidos pela temática transversal dos direitos humanos. Após as sessões, são promovidos debates com mediação de acadêmicos e pesquisadores e pessoas ligadas a movimentos sociais, culturais e de direitos humanos.

A mostra é aberta a todo o público, não exigindo vínculo com a UFPR o qualquer outra universidade, e a participação é gratuita.

O projeto é uma realização da MPC Filmes. Se desejar saber mais sobre a proposta da mostra Cinema em Movimento, clique aqui.

 

PROGRAMAÇÃO COMPLETA

25 de Junho, segunda-feira as 18h30. Local: Campus Reitoria da UFPR – Sala 1111. Nunca Me Sonharam, de Cacau Rhoden. Nunca Me Sonharam nos convida ao diálogo sobre a realidade do Ensino Médio nas escolas públicas do Brasil. Na voz de estudantes, gestores, professores e especialistas, o filme questiona: como nós, enquanto sociedade, estamos cuidando e valorizando a qualidade da educação oferecida aos jovens na fase mais sensível e transformadora da vida deles?

Trailer: https://youtu.be/KB-GVV68U5s Continue lendo “Mostra Cinema em Movimento faz sua passagem pela Reitoria da UFPR”

Alunos de Design criam livros infantis adaptados a crianças surdas ou com baixa visão

24/05/2018

Por Camille Bropp

Dez livros adaptados para crianças em fase escolar com baixa visão ou com surdez, criados por alunos da graduação em Design Gráfico da UFPR, foram apresentados nesta quarta-feira (20/05) durante uma aula da disciplina optativa de Livro Infantil Adaptado, em Curitiba. As obras foram pensadas nas necessidades destes dois grupos de crianças e, ao fim do semestre, serão doadas a escolas da capital que oferecem educação inclusiva. Além de terem sido elaborados conforme orientações de estudos da área, os livros foram testados nas escolas, de forma que os recursos pudessem refletir a expectativa dos pequenos.

Outra orientação para a produção das obras foi a preferência por histórias da cultura brasileira. Assim, a maioria das histórias foram baseadas em lendas do folclore nacional (especialmente de origem indígena e nordestina). Houve também adaptação de um best seller infantil, o livro Flicts, de Ziraldo, lançado em 1969, e histórias originais. Dos dez livros, seis são voltados a crianças surdas e quatro a crianças com baixa visão.

Livros adaptados a pessoas com baixa visão: “O Lagarto Carbúnculo”, sobre história do folclore gaúcho; e “A Lenda da Mandioca” e “A Lenda de Xivi, Tupã & a Lua”, inspirados em histórias de origem indígena. Fotos: Marcos Solivan/Sucom-UFPR

As obras exploram recursos que ajudam a despertar o interesse das crianças. Por exemplo, texturas, cores e contornos fortes para as crianças com baixa visão; e expressões bem marcadas nas ilustrações de personagens e vocabulário adaptado às palavras da Língua Brasileira de Sinais (Libras) para as crianças surdas.

Atrativos

“Foi bem gratificante, mesmo com todo o trabalho que deu”, contou o estudante Mateus Bonn, coautor do livro A Lenda da Mandioca, específico para crianças com baixa visão. Para explorar o sentido tátil das crianças, Letícia Lippe e ele pensaram em usar penas e outros materiais com textura, aproveitando o mote das vestimentas indígenas. Também usaram contornos bem marcados e alto contraste entre as ilustrações e o fundo. Continue lendo “Alunos de Design criam livros infantis adaptados a crianças surdas ou com baixa visão”

Coleção de livros infantis alerta crianças e pais sobre os perigos da tecnologia

16/05/2018

Uma entrevista com a bibliotecária da UFPR que se tornou autora de livros sobre cyberbullying e vício digital

Por Carolina Ghilardi,
Jornal Comunicação

“Praticamente tudo foi escrito pelo smartphone”. É o que conta a bibliotecária Rosilei Vilas Boas, ou Rosi, como é conhecida. Ela é funcionária da Universidade Federal do Paraná (UFPR) e escreveu uma coleção de quatro livros infantis sobre a relação das crianças com a tecnologia. Lançada em 2016, a série foi produzida em parceria com duas colegas: a jornalista Cassiana Pizaia e‎ a psicóloga Rima Awada Zahra.

Rosi tem ainda outros projetos de escrita: dessa vez, sobre as crianças refugiadas que vêm ao Brasil com a família (Foto: Carolina Ghilardi)

A Coleção Crianças na Rede é destinada às crianças e aos pais e aborda temas como os perigos da Internet, cyberbullying e vício tecnológico. Recebeu esse nome por expressar todas as redes em que as crianças devem estar envolvidas – a rede escolar, familiar, de amigos e do bairro, não apenas a rede Web. “Nós entendemos que é somente vivenciando todas essas redes que a criança vai conseguir se inserir na sociedade e ter um papel de protagonista”, explica Rosi.

Hoje, Rosi atua como bibliotecária na Biblioteca de Ciências Biológicas, e carrega consigo a experiência de ter atuado em bibliotecas escolares e em websites da área de Educação nos últimos 30 anos. Além de contar sobre os livros e projetos, ela faz um alerta aos pais sobre os assédios aos quais as crianças estão suscetíveis na web.

Confira abaixo a entrevista realizada pelo Jornal Comunicação com a bibliotecária e escritora:

JC: Qual é o objetivo dos livros “Crianças na Rede”? O que vocês querem passar, tanto para as crianças quanto para os pais?

Rosi: Eu acredito que o livro trata de uma temática bem atual, sobre o que a sociedade anda discutindo e não consegue muita resposta. É difícil segurar uma criança, discipliná-la para que ela vivencie tudo, ensinar que ela tem que brincar, andar de bicicleta, jogar futebol, passear, ir ao parque – além de usar a internet, joguinhos e tudo mais. As crianças têm que perceber que há muito mais coisas para fazer e que existe tempo para tudo. Então, a nossa ideia era mostrar, tanto para a criança, quanto para os educadores, para os pais e para a sociedade em geral, que dá para fazer tudo, que uma coisa não pode anular a outra, que uma constrói a outra. A formação da cidadania de uma pessoa tem que vir das diversas experiências. Continue lendo “Coleção de livros infantis alerta crianças e pais sobre os perigos da tecnologia”

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