Alunos de Design criam livros infantis adaptados a crianças surdas ou com baixa visão

24/05/2018

Por Camille Bropp

Dez livros adaptados para crianças em fase escolar com baixa visão ou com surdez, criados por alunos da graduação em Design Gráfico da UFPR, foram apresentados nesta quarta-feira (20/05) durante uma aula da disciplina optativa de Livro Infantil Adaptado, em Curitiba. As obras foram pensadas nas necessidades destes dois grupos de crianças e, ao fim do semestre, serão doadas a escolas da capital que oferecem educação inclusiva. Além de terem sido elaborados conforme orientações de estudos da área, os livros foram testados nas escolas, de forma que os recursos pudessem refletir a expectativa dos pequenos.

Outra orientação para a produção das obras foi a preferência por histórias da cultura brasileira. Assim, a maioria das histórias foram baseadas em lendas do folclore nacional (especialmente de origem indígena e nordestina). Houve também adaptação de um best seller infantil, o livro Flicts, de Ziraldo, lançado em 1969, e histórias originais. Dos dez livros, seis são voltados a crianças surdas e quatro a crianças com baixa visão.

Livros adaptados a pessoas com baixa visão: “O Lagarto Carbúnculo”, sobre história do folclore gaúcho; e “A Lenda da Mandioca” e “A Lenda de Xivi, Tupã & a Lua”, inspirados em histórias de origem indígena. Fotos: Marcos Solivan/Sucom-UFPR

As obras exploram recursos que ajudam a despertar o interesse das crianças. Por exemplo, texturas, cores e contornos fortes para as crianças com baixa visão; e expressões bem marcadas nas ilustrações de personagens e vocabulário adaptado às palavras da Língua Brasileira de Sinais (Libras) para as crianças surdas.

Atrativos

“Foi bem gratificante, mesmo com todo o trabalho que deu”, contou o estudante Mateus Bonn, coautor do livro A Lenda da Mandioca, específico para crianças com baixa visão. Para explorar o sentido tátil das crianças, Letícia Lippe e ele pensaram em usar penas e outros materiais com textura, aproveitando o mote das vestimentas indígenas. Também usaram contornos bem marcados e alto contraste entre as ilustrações e o fundo. Continue lendo “Alunos de Design criam livros infantis adaptados a crianças surdas ou com baixa visão”

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Coleção de livros infantis alerta crianças e pais sobre os perigos da tecnologia

16/05/2018

Uma entrevista com a bibliotecária da UFPR que se tornou autora de livros sobre cyberbullying e vício digital

Por Carolina Ghilardi,
Jornal Comunicação

“Praticamente tudo foi escrito pelo smartphone”. É o que conta a bibliotecária Rosilei Vilas Boas, ou Rosi, como é conhecida. Ela é funcionária da Universidade Federal do Paraná (UFPR) e escreveu uma coleção de quatro livros infantis sobre a relação das crianças com a tecnologia. Lançada em 2016, a série foi produzida em parceria com duas colegas: a jornalista Cassiana Pizaia e‎ a psicóloga Rima Awada Zahra.

Rosi tem ainda outros projetos de escrita: dessa vez, sobre as crianças refugiadas que vêm ao Brasil com a família (Foto: Carolina Ghilardi)

A Coleção Crianças na Rede é destinada às crianças e aos pais e aborda temas como os perigos da Internet, cyberbullying e vício tecnológico. Recebeu esse nome por expressar todas as redes em que as crianças devem estar envolvidas – a rede escolar, familiar, de amigos e do bairro, não apenas a rede Web. “Nós entendemos que é somente vivenciando todas essas redes que a criança vai conseguir se inserir na sociedade e ter um papel de protagonista”, explica Rosi.

Hoje, Rosi atua como bibliotecária na Biblioteca de Ciências Biológicas, e carrega consigo a experiência de ter atuado em bibliotecas escolares e em websites da área de Educação nos últimos 30 anos. Além de contar sobre os livros e projetos, ela faz um alerta aos pais sobre os assédios aos quais as crianças estão suscetíveis na web.

Confira abaixo a entrevista realizada pelo Jornal Comunicação com a bibliotecária e escritora:

JC: Qual é o objetivo dos livros “Crianças na Rede”? O que vocês querem passar, tanto para as crianças quanto para os pais?

Rosi: Eu acredito que o livro trata de uma temática bem atual, sobre o que a sociedade anda discutindo e não consegue muita resposta. É difícil segurar uma criança, discipliná-la para que ela vivencie tudo, ensinar que ela tem que brincar, andar de bicicleta, jogar futebol, passear, ir ao parque – além de usar a internet, joguinhos e tudo mais. As crianças têm que perceber que há muito mais coisas para fazer e que existe tempo para tudo. Então, a nossa ideia era mostrar, tanto para a criança, quanto para os educadores, para os pais e para a sociedade em geral, que dá para fazer tudo, que uma coisa não pode anular a outra, que uma constrói a outra. A formação da cidadania de uma pessoa tem que vir das diversas experiências. Continue lendo “Coleção de livros infantis alerta crianças e pais sobre os perigos da tecnologia”

Bibliotecária da UFPR é autora de livros infantis sobre tecnologia e Internet

O mês de abril é marcado por duas grandes datas da literatura infantil: o Dia Internacional do Livro Infantil, comemorado no dia 02, e o Dia Nacional do Livro Infantil, comemorado no dia 18.

No Sistema de Bibliotecas da UFPR, temos a honra de termos no quadro uma bibliotecária que é autora de livros infantis, Rosilei Vilas Boas, a Rosi. Uma das coisas que Rosi realiza na vida, além de exercer suas atividades como bibliotecária na Biblioteca de Ciências Biológicas, é escrever livros destinados às pimpolhas e aos pimpolhos, em produção conjunta com as amigas Cassiana Pizaia e‎ Rima Awada Zahra.

Entre outras obras, o trio de autoras desenvolveu a Coleção Crianças na Rede, que aborda os benefícios e as consequências negativas da tecnologia para as crianças. São quatro livros que compõem a coleção: Máquinas Do Tempo, Palavras Que Voam, Superligado e A Floresta Misteriosa.

Rosi conta que os livros trazem histórias sobre cyberbullying, o vício em tecnologia, os perigos na Internet e a tecnologia através do tempo. “Todos os livros da nossa coleção foram escritos para crianças que cresceram com os olhos grudados nas telas. Muitos aprendem apertar os botões das máquinas antes mesmo de amarrar os sapatos”.

Além do entretenimento, os leitores mirins se identificam com os personagens, gerando reflexão acerca do equilíbrio e a maneira correta de navegar na Internet. “Com enredos próximos ao cotidiano das crianças, pretendemos que nossos livros estimulem a discussão sobre hábitos, atitudes e comportamentos diante das novas tecnologias”, explica Rosi. As autoras também elaboraram materiais de apoio para o uso de professores em sala de aula, e com sugestão de atividades que auxiliam na interpretação dos textos.

Atualmente, elas estão escrevendo outra série de livros, desta vez sobre crianças imigrantes que vivem no Brasil, com previsão de lançamento nos próximos meses. Um dos livros contará a trajetória de um haitiano e um sírio, que após desastres naturais e guerras em seus países, reconstroem suas vidas em nosso país. “O que a gente quer mostrar às crianças é que a formação do povo brasileiro se dá com vinda de diversos povos e isso continua até hoje. Eles precisam ser muito bem aceitos e acolhidos na escola, na sociedade, na sua religião e na sua cor. É esse olhar de diversidade que desejamos”, revela a autora e bibliotecária.

Se você gostaria de saber mais sobre os livros da coleção, ou mesmo, quiser adquiri-los, acesse a loja virtual da Editora do Brasil: https://www.editoradobrasil.com.br/lojavirtual/

*Realizamos a postagem a partir de informações de matéria que saiu na edição nº 212 do Bionews, com algumas modificações e incrementos. O Bionews é o excelente boletim de notícias do Setor de Ciências Biológicas da UFPR, produzido semanalmente, publicado no website do setor e enviado por email à sua comunidade acadêmica. Se tiver curiosidade de acessar números anteriores do Bionews, clique aqui

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